domingo, 28 de abril de 2013

A origem e o desenvolvimento do alfabeto em nosso planeta



  Diferentes maneiras de transmitir mensagens sempre existiram, seja através de desenhos, 
sinais ou pinturas.  Escrever não requer um alfabeto.  Exemplos incluem a escrita cuneiforme 
dos Sumérios, os hieróglifos dos Egípcios, os ideogramas Chineses e os glifos dos Maias e Astecas.  
A palavra alfabeto deriva do Latim alphabetum, que é formada das primeiras duas letras do 
alfabeto grego – alpha e beta – ambas obtidas das letras Semíticas aleph e beth.  
     No princípio, leitura e escrita eram uma prerrogativa dos sábios, geralmente os 
sacerdotes, que empregavam suas vidas em pouco mais do que se dedicar à escrita.  E com o 
nascimento do alfabeto iniciou-se a democratização do conhecimento, por facilitar imensamente 
a leitura e escrita.

Cuneiforme: a escrita dos Sumérios e Acadianos
     Cuneiforme é a forma de escrita mais velha que se conhece.  Ela foi inventada pelos 
Sumérios que viviam na Mesopotâmia, entre os rios Tigre e Eufrates, entre o quarto e quinto 
milênios BC.  Esta região é muito importante, pois é aqui que a Bíblia coloca o Jardim do Éden, 
sendo o berço da civilização humana, a qual de acordo com a tradição judaica se iniciou 5760 
anos atrás.  A escrita cuneiforme dos Sumérios foi adotada no meio do terceiro milênio por 
outro povo vivendo na Mesopotâmia, os Acadianos, que a usaram para escrever sua própria língua, 
que era semítica.
     Após a queda do último império sumeriano (em torno de 2.000 BC), a língua sumeriana deixou 
de ser falada e foi substituída por dois dialetos acadianos (semíticos).  O sumeriano se tornou 
uma língua morta, mas permaneceu como a língua dos intelectuais, tal qual o latim na Idade Média.
Escrita egípcia
     A forma mais antiga e mais típica é denominada hieróglifos, que foram sinais de 
significativa importância religiosa – do grego hieros, sagrado, e glyphein, esculpido.  Eles 
começaram como uma escrita de palavras, onde cada sinal representava uma palavra.  Mais 
tarde começou também a representar sons, se tornando uma escrita fonética.  A língua gravada 
em hieróglifos está relacionada ao grupo semítico de línguas.  Os hieróglifos permaneceram 
restritos ao uso na língua egípcia e em seu território.  E os primeiros traços dos hieróglifos 
egípcios datam do início do terceiro milênio (Primeira Dinastia), sendo na Terceira Dinastia 
que esta escrita atingiu sua perfeição, com pouca variação desde então, até que saiu de uso 
no quinto século de nossa era.
Escrita proto-Indiana
     Uma civilização proto-Indiana se desenvolvia na Índia ao mesmo tempo em que as civilizações 
babilônicas e egípcias. Sua escrita é muito difícil de ser decifrada, não havendo até o 
momento conhecimento do seu conteúdo.
Escrita creta
     No terceiro e quarto milênios BC uma civilização avançada e original se desenvolveu em Creta, 
sendo depois totalmente perdida e esquecida.  Sir Arthur Evans fez pela escrita creta o 
que o francês Champollion fez pelos hieróglifos.
Escrita chinesa
     Enquanto os dois grandes sistemas de escrita, cuneiforme e por hieróglifos começavam 
a evoluir, a escrita chinesa estava sendo introduzida.  Esta escrita que data do terceiro milênio 
BC, é altamente importante por ser ainda hoje utilizada na China.  A escrita chinesa evoluiu 
muito pouco, tendo permanecido pictográfica e ideográfica e nunca se tornou fonética.  
Na realidade ela não tem um alfabeto verdadeiro.  Em chinês a palavra é uma espécie de átomo 
irredutível.  Na maioria dos casos ela pode ser verbo, substantivo ou adjetivo.  Há um 
caractere para representar cada palavra, a qual consiste de uma simples sílaba, sendo 
toda palavra monosilábica.
     Até o terceiro século BC, a escrita chinesa consistia principalmente de inscrições em 
cascos de tartaruga, bronze e pedras.  A tinta e papel só tiveram uso a partir do primeiro 
século da nossa era, com os caracteres se tornando mais leves.  A escrita chinesa contém um 
grande número de sinais-palavras ou ideogramas – cinqüenta mil (enquanto os Sumérios tinham 
apenas vinte mil).
Escritas americanas pré-Colombo
     Suas escritas, as quais representam palavras ou símbolos, emergiram em torno do segundo 
século da era cristã e cessaram seu desenvolvimento no décimo sexto século.
Escritas alfabéticas
     Tudo indica que o alfabeto deve ter tido uma única origem, como uma invenção semítica 
do segundo milênio BC, em uma região que hoje cobre Síria, Líbano, Israel, Jordânia e o deserto 
do Sinai.  Apesar da palavra alfabeto ser de origem grega, o princípio por trás dele é muito 
mais antigo.  Para estarmos presentes no seu nascimento é necessário irmos a 1.500 anos BC, 
na região onde somente línguas semíticas eram faladas.  Esta região se localiza entre 
os dois principais sistemas de escrita daquele tempo – os hieróglifos para o oeste, e a 
cuneiforme dos sumérios e acadianos para o leste.
     Cada nação falava um dialeto semítico, cuja estrutura gramatical, sintaxe e vocabulário se 
preserva no Hebreu e Árabe atuais.
Escrita ugarítica
 
     O primeiro alfabeto do qual se tem registro histórico é o ugarítico, surgido no décimo 
quarto século BC na região onde hoje é a Síria, e o qual pertence ao grupo lingüístico 
Canaanita semítico.  Há apenas 30 caracteres, o que faz esta escrita diferente de qualquer 
outro sistema até aquele tempo.  Cada sinal representa apenas uma consoante ou um dos três sons 
vocalizados, a, e e u.  Estamos então frente a um verdadeiro alfabeto de consoantes, com 
uma estrutura similar à que conhecemos atualmente – a, b, c, d, etc.  Mas, não foram os formatos 
destas letras que foram transmitidos aos nossos alfabetos modernos.
Escrita proto-sinaítica
     Ao mesmo tempo em que surgia a escrita ugarítica, também emergia no Egito, a partir 
do sistema que já existia de hieróglifos, a escrita proto-sinaítica.  Este alfabeto foi 
usado para escrever uma linguagem semítica, sem dúvida a linguagem dos trabalhadores 
judeus ou escravos no Egito em um período que corresponde ao fim da escravidão dos judeus e o 
êxodo do Egito, bem como da revelação no Monte Sinai.  A ordem das letras pode ser reconstituída 
para produzir um alfabeto de consoantes semelhante ao alfabeto ugarítico.  Este é o alfabeto 
a partir do qual os alfabetos dos  Canaanitas ou Fenícios (como os gregos os chamavam), 
Aramaicos, Paleo-Hebreus e Hebreus, Gregos e Árabes derivaram, e mais tarde, os alfabetos 
europeus modernos, via Etrusco e Latim.
     Os nomes das letras do alfabeto hebreu ainda se referem às mesmas imagens encontradas nas 
inscrições proto-sinaíticas.  Os nomes das letras ainda continuam a ser “boi”, “casa”, 
“camelo”, “porta”, etc.: aleph, beth, gimmel, daleth ... e assim por diante.  Estes nomes 
hebreus e semíticos podem ser encontrados em canaanita, então em grego na forma de alpha, 
beta, gamma, delta.
     A transformação do proto-sinaítico em proto-hebreu é o resultado de diversos fatores 
complexos.  A descoberta do monoteísmo e a revelação e a doação da lei no Monte Sinai 
introduziu um novo e importante elemento psicológico que pode ter produzido uma profunda 
mudança cultural.  O segundo dos dez mandamentos afirma: você não terá outros deuses exceto 
Eu.  Você não fará imagens, nem representações do que quer que seja que esteja no céu ou na 
terra.  Esta proibição forçou os Semitas, que ainda escreviam sua linguagem em escrita pictográfica, 
a eliminar as imagens.
     Para se fazer o salto do método hieróglifo para o consonantal, do politeísmo ao 
monoteísmo, uma fronteira teve de ser rompida.  Um êxodo foi necessário, e para isto 
necessitou-se de outros povos, os Fenícios e os Aramaicos.  A escrita egípcia era tanto 
pictográfica quanto consonântica.  Quando Akhnaton estava inventando o monoteísmo, os 
hieróglifos estavam em vias de serem destruídos na escrita.
Os hebreus deixaram 
o Egito e receberam as tábuas da Lei no Sinai, a Lei que os permitiu criar uma estrutura social, 
a Lei da qual uma das conseqüências foi o nascimento do alfabeto não pictográfico.  Após 
40 anos vagando pelo deserto, os hebreus atingiram a terra prometida, Canaã.  A conquista pelos 
hebreus influenciou fortemente os Canaanitas que parecem ter adotado a idéia do monoteísmo 
bem rápido.
     Proto-sinaítico, que tinha se tornado proto-hebraico e proto-canaanita ou proto-fenício, 
continuou a evoluir para fenício, então aramaico e seus descendentes: hebreu moderno, árabe, 
e as escritas da Ásia central – mongol, siberiano, armeniano, georgiano – e grego e seus 
descendentes – latim e alfabetos ocidentais, bem como brahmi e seus descendentes – indiano, 
sânscrito, khmer, thai, burmês, javanês, etc.
Escrita árabe
 
     O árabe e o antigo hebreu são as únicas escritas consonânticas ainda em uso.  O árabe se 
espalha como resultado das conquistas islâmicas pelo mundo, e hoje, junto com as línguas latinas, 
é uma das maiores formas de escrita.  O surgimento do alfabeto arábico é típico da 
história da escrita.  Ele se originou com um povo nômade que viajava em caravanas, de 
oásis em oásis, de mercado em mercado, falando uma linguagem sem forma escrita.  O aramaico, 
escrito no alfabeto nabateano, foi gradualmente adaptado pelos árabes até que o alfabeto árabe 
adquiriu sua forma atual.
     O desenvolvimento da escrita árabe introduziu sinais diacríticos que ajudaram a distinguir 
entre letras cujos formatos eram muito parecidos e geravam confusão.  Vocalização foi 
também introduzida.  Três vogais foram expressas na escrita, seis se suas formas longas 
são incluídas.  Como as outras escritas semíticas, o árabe é escrito da direita para a 
esquerda.  Do alfabeto nabateano ele recebeu as ligações que unem a maioria das letras.
Escrita grega
     Os gregos adotaram a escrita fenícia, mas introduziram uma alteração fundamental ao 
criarem representações vocais de sons.  O alfabeto grego estava mais ou menos fixo no oitavo 
século BC, tendo originado todos os alfabetos europeus modernos.

Evolução da imagem ao alfabeto
           Há 3 estágios nesta evolução:
1 – pictográfico – os sinais usados para a comunicação escrita são imagens ou desenhos que 
imitam um evento real o melhor possível.  A escrita cuneiforme se baseava em pinturas, o 
que envolvia um considerável número de sinais ou desenhos, já que se necessitava de 
quase que uma pintura por objeto.
2 – ideográfico – os sinais passaram a expressar além do objeto a idéia de outros fatos ou 
objetos que estivessem relacionados a ele.  Assim, um pé se torna também um símbolo para 
caminhada, verbos ir, caminhar e ficar de pé, p.ex.  Diversos ideogramas podem ser agrupados 
para se obter significados cada vez mais sofisticados.  Assim, cada palavra se torna um poema e 
uma profunda reflexão filosófica.
3 – fonográfico – um novo tipo de sinal se fazia necessário, que pudesse não apenas indicar 
coisas, as realidades extralingüísticas, mas também as realidades internas da língua.  O 
relacionamento inicial entre o sinal e um objeto precisava ser quebrado.  O som do sinal 
inicial seria preservado, mas não continuaria a se referir a uma imagem ou um objeto.  O som 
meramente passaria a representar ele próprio.  A escrita não mais estava reservada para 
se comemorar eventos importantes, mas poderia ser usada para informar e instruir.  Por 
exemplo, no caso do pé, ficaria retido apenas o “p”, onde posso continuar a dar nome ao pé, 
mas que não se refere ao som de pé, nem à sua imagem.  Este princípio, denominado acrofônico, 
deu origem ao sistema de sinais conhecido como alfabeto.

Letra A
     A primeira letra do alfabeto proto-sinaítico representa um boi.  Em acadiano o boi 
é chamado alpu; em fenício, aleph; e em hebreu aleph ou aluph.  Porque o boi?!  Para os 
antigos, ele representava força e energia; a força que movimentava tudo na sociedade, a 
força reprodutiva, a energia econômica, a energia doméstica, a energia na agricultura ...  
Quem poderia fazer todo o trabalho pesado?  Quem poderia mover os veículos?  Se considerarmos 
o quanto a sociedade era dependente da agricultura fica mais fácil entender a importância do 
boi nesta mesma sociedade.  Esta energia primária foi então colocada no início de tudo, e o boi 
se tornou o símbolo inaugural do alfabeto.
     Na fase inicial a imagem do boi representa somente ele próprio – é um pictograma.  A 
imagem é completa, e mostra cabeça e corpo.  Depois, o boi se torna o símbolo de força, vigor, 
energia – temos um ideograma.  Com o evoluir, perceberam que não se necessitava 
usar toda a imagem do boi, que foi sendo reduzida, até que se ficou apenas a cabeça.  A 
representação de um todo com a parte é denominada metonímia.  A transição de um pictograma 
para ideograma contém dois elementos: a redução da imagem e a expansão do significado 
desta imagem – redução icônica e expansão semântica.
     Numa fase posterior ocorre rejeição, proibição e supressão da imagem.  Tudo indica 
que se deu como resultado das novas leis recebidas no Monte Sinai e a proibição de 
se criar representações: a imagem tornou-se impossível, e produziu-se a invenção da 
letra como um sinal mais ou menos abstrato.  Nesta fase, da cabeça do boi apenas se retém 
o traço superior da cabeça e os dois chifres.  Mais tarde ocorre uma rotação de 90º para a 
direita, e a introdução da cabeça dentro dos chifres.  Claro que há grande variação neste 
formato.  Fazendo outra rotação neste formato obtemos o alpha grego e o A latino.

Leituras recomendadas:
. Bíblia Sagrada
. Calvet LJ.  Histoire de l´écriture.  Plon 1996
. Pommier G.  Naissance et renaissance de l´écriture.  PUF 1993

E A bliblia tinha razão, Walter Keller

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Hitler e o motivo insano do ódio aos judeus

Hitler e o motivo insano do odio aos judeus!

retirado do CAPÍTULO II - ANOS DE APRENDIZADO E DE SOFRIMENTO EM VIENA

Vencendo a minha relutância, tentei ler essa espécie de imprensa marxista, mas a repulsa por ela crescia cada vez mais. Esforcei-me por conhecer mais de perto os autores dessa maroteira e verifiquei que, a começar pelos editores, todos eram judeus. Examinei todos os panfletos sociais-democráticos que pude conseguir e, invariavelmente, cheguei à mesma conclusão: todos os editores eram judeus. Tomei nota dos nomes de quase todos os líderes e, na sua grande maioria, eram do "povo escolhido", quer se tratasse de membros do "Reichscrat", de secretários dos sindicatos, de presidentes de associações ou de agitadores de rua. Em todos encontravam-se sempre a mesma sinistra figura do judeu. Os nomes de Austerlitz, David, Adler, Ellenbogen etc., ficarão eternamente na minha memória. Uma coisa tornou-se clara para mim. Os líderes do Partido Social Democrata, com os pequenos elementos do qual eu tinha estado em luta durante meses, eram quase todos pertencentes a uma raça estrangeira, pois para minha satisfação íntima, convenci-me de que o judeu não era alemão. Só então compreendi quais eram os corruptores do povo. Um ano de estadia em Viena tinha sido suficiente para dar-me a certeza de que nenhum trabalhador deveria persistir na teimosia de não se preocupar com a aquisição de um conhecimento mais certo das condições sociais. Pouco a pouco, familiarizei-me com a sua doutrina e dela me utilizava como instrumento para a formação de minhas convicções íntimas. Quase sempre a vitória se decidia para o meu lado. Todo esforço devia ser tentado para salvar as massas, ainda com grandes sacrifícios de tempo e de paciência. Do lado dos judeus nenhuma esperança havia, porém, de libertá-los de um modo de encarar as coisas. Nesse tempo, na minha ingenuidade de jovem, acreditei poder evidenciar os erros da sua doutrina. No pequeno círculo em que agia, esforçava-me, por todos os meios ao meu alcance, por convencê-los da perniciosidade dos erros do marxismo e pensava atingir esse objetivo, mas o contrário é o que acontecia sempre. Parecia que o exame cada vez mais profundo da atuação deletéria das teorias sociais democráticas nas suas aplicações servia apenas para tornar ainda mais firmes as decisões dos judeus.


capitulo iv Munique 
Comecei a considerar, pela primeira vez, que tentativa deveria ser feita para dominar aquela pestilência mundial.     Estudei os móveis, as lutas e os sucessos da legislação especial de Bismarck. Gradualmente o meu estudo me forneceu princípios graníticos para as minhas próprias convicções - tanto que desde então nunca pensei em mudar minhas opiniões pessoais sobre o caso. Fiz também um profundo estudo das ligações do marxismo com o judaísmo.     Se, outrora, em Viena, a Alemanha me tinha dado a impressão de um colosso inabalável, começaram agora entretanto a surgir em mim considerações apreensivas. No meu íntimo eu estava descontente com a política externa da Alemanha, o que revelava ao pequeno circulo que meus conhecidos, bem como com a maneira extremamente leviana, como me parecia, de tratar-se o problema mais importante que havia na Alemanha daquela época - o marxismo. Realmente, eu não podia compreender como se vacilava cegamente ante um perigo cujos efeitos - tendo-se em vista a intenção do marxismo tinham de ser um dia terríveis. Já naquela época eu chamava a atenção, no meio em que vivia, para a frase tranqüilizadora de todos os poltrões de então: "A nós nada nos pode acontecer". Esse pestilento modo de pensar já outrora destruíra um império gigantesco. Por acaso só a Alemanha não estaria sujeita às mesmas leis de tidas as outras comunidades humanas?     Nos anos de 1913 e 1914 manifestei a opinião, em vários círculos, que, em parte, hoje estão filiados ao movimento nacional-socialista, de que o problema futuro da nação alemã devia ser o aniquilamento do marxismo.      Na funesta política de alianças da Alemanha eu via apenas o fruto da ação destruidora dessa doutrina. O pior era que esse veneno destruía quase insensivelmente os fundamentos de uma sadia concepção do Estada e da economia, sem que os por ele atingidos se apercebessem de que a sua maneira de agir, as manifestações da sua vontade já eram uma conseqüência destruidora do marxismo.     A decadência do povo alemão tinha começado há muito tempo, sem que os indivíduos, como acontece freqüentemente, pudessem claramente ver os responsáveis pela mesma. Muitas vezes se tentou procurar um remédio para essa enfermidade, mas confundiam-se os sintomas com a causa. Como ninguém conhecia ou queria conhecer a verdadeira causa do mal-estar da nação, a luta contra o marxismo não passou de um charlatanismo sem eficiência.


http://www.ebah.com.br/content/ABAAAADb0AI/mein-kampf-adolf-hitler

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

PALESTINOS X ISRAELENSES A ORIGEM DOS CONFLITOS





A disputa pela Palestina entre os povos tem suas raízes na Antigüidade. A presença judaica na Palestina remonta ao segundo milênio antes de Cristo. Em 635, durante a expansão islâmica, a região da Palestina foi ocupada pelos árabes.
No início da Idade Média, a Palestina pertencia ao Império Romano e era habitada, em sua maioria, por cristãos. No século VII
 a região foi conquistada pelos muçulmanos e, durante os séculos seguintes, o controle da Palestina oscilou entre diferentes grupos até a incorporação da região pelo Império Otomano. Este último começou a se formar no século XII e chegou a ocupar terras na Síria, Egito, Argélia, Bulgária, Sérvia, partes da Grécia, da Hungria, do Irã e da Arábia, além da Turquia.
No século XIX, a maioria dos judeus concentrava-se no Leste Europeu e dedicava-se ao comércio e ao empréstimo de dinheiro a juros. Com o desenvolvimento das burguesias nacionais e da Revolução Industrial, no entanto, os judeus foram responsabilizados pelo desemprego em massa e pela concorrência com as classes dominantes. A partir daí, foram confinados a guetos, sofreram várias perseguições e massacres. O resultado disso foi a emigração para a Europa Ocidental.
Esta situação levou o jornalista judeu Theodor Herzl, em 1896, a criar o movimento sionista, cujo objetivo era estabelecer um lar judeu na Palestina. Este povo começou a colonizar o país e, em 1897, fundou a Organização Sionista Mundial.

Depois da 1ª Guerra Mundial, os países europeus, de olho no petróleo e na posição estratégica da região, passaram a dominar a área. Em 1918, a Inglaterra ficou responsável pela Palestina. Um ano antes, o ministro das Relações Exteriores da Grã-Bretanha, Lord Balfour, apoiou a fundação de uma pátria nacional judaica na Palestina. Isto aconteceu ao mesmo tempo em que os ingleses haviam prometido aos árabes a independência em troca de apoio para ajudar a expulsar os turcos da região.
Acreditando nas promessas de Balfour, milhares de judeus foram para a Palestina, compraram terras e se estabeleceram em núcleos cada vez maiores. Neste período, começaram os choques entre judeus e árabes, que assistiam os judeus conquistarem boa parte das terras boas para o cultivo.
Os judeus criaram um exército clandestino (Haganah) para proteger suas terras e, à medida que crescia a emigração judaica para a Palestina, aumentavam os conflitos. Durante a 2ª Guerra Mundial - em função da perseguição alemã -, a emigração judaica para a região aumentou vertiginosamente e a tensão chegou a níveis insuportáveis: os britânicos, na época, tomaram partido dos Aliados e os árabes, do Eixo.
Em 1936, quando os judeus já constituíam 34% da população na Palestina, estourou a primeira revolta árabe. Bases e instalações inglesas foram atacadas e judeus foram assassinados. A Inglaterra esmagou a rebelião e armou 14 mil colonos judeus para que pudessem defender suas colônias.
Pouco tempo depois, a Grã-Bretanha tentou controlar a emigração judaica para a área e, desta vez, os judeus atacaram os ingleses. Em 1946, o quartel-general dos britânicos foi dinamitado e 91 pessoas morreram.

Apesar destes ataques, os judeus conseguiram apoio internacional devido ao Holocausto, que exterminou mais de 6 milhões de judeus. Desde então, os Estados Unidos passaram a pressionar a Inglaterra para liberar a imigração judaica para a Palestina.
Em 1948, os ingleses deixaram a administração da região para a Organização das Nações Unidas que, sob o comando do presidente norte-americano Harry Truman, determinou a divisão da Palestina em duas metades. Os palestinos, que somavam 1.300.00 habitantes, ficaram com 11.500 km2 e os judeus, que eram 700.000, ficaram com um território maior (14.500 km2), apesar de serem em número menor.
Os judeus transformaram suas terras áridas em produtivas, já que era uma sociedade moderna e ligada ao Ocidente, aumentando ainda mais as diferenças econômicas entre judeus e árabes, que sempre tiveram uma filosofia fundamentalista e totalmente contrária ao Ocidente.
Neste mesmo ano, o líder sionista David Bem Gurion proclamou a criação do Estado de Israel. Os palestinos reagiram atacando Jerusalém que, segundo a ONU, deveria ser uma área livre.
Desde então, o Oriente Médio se tornou palco de conflitos entre israelenses e palestinos. O motivo da guerra está muito além das diferenças religiosas, passa pelo controle de fronteiras, de terras e pelo domínio de regiões petrolíferas.






 (Fonte: http://www.cosmo.com.br/redacao_web/oriente/fixas/origem.shtm)

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Os Árabes da Palestina


Em 1882 a população da palestina mal chegava a 260.000 habitantes. No entanto, em 1914, esse número tinha dobrado e em 1920 tinha chegado a 600.000. Durante o mandato, o numero crecseu de forma de forma ainda mais excepcional, alcançando 840.000 em 1931 e representando 81% dos habitantes do país. Aproximadamente 75.000 dos árabes eram cristãos, agrupados em grande parte nas áresa urbanas, relativamente alfabetizados e em grande número empregados nos escalões médicos e inferior da administração do mandato. Os árabes muçulmanos a maioria eram muito atrasados. 70% deles viviam da terra, sobretudo nas regiões montonhosas do norte e do centro do país, onde produziam grãos, legumes e verduras, azeite de oliva e tabaco. Um censo em 1922 revelou que um terço dos agricultores árabes eram felás  (felachim) meeiros locadores cujo terrenoi médio raramente passava de 100 dunams (10 há). Interminavelmente endividados com seus proprietários, aos quais pagavam um aluguel de 33 a 50% de sua colheita, viviam com suas famílias de cinco ou mais filhos em cabanas de barro, praticamente não possuíam istalações sanitárias e sofriam cronicamente de disenteria amebiana e bilharziose.
Essas condições submarginais eram ainda assim incomensuravelmente melhores que os árabes mulçumanos de outras partes do Oriente Médio. As estatísticas do crescimento da população eram reveladoras: na Palestina o aumento entre 1922 e 1946 fora 118%, um índice de quase 5 % ao ano e o mais elevado do mundo árabe, com exceção do Egito. Não se tratava de aumentointeiramente natural. Durante esse 24 anos, aproximadamente cem mil árabes entraram no país, provenientes de regiões visinhas. O influxo podia ser atribuído em parte ao governo ordeiro propiciado pelos britânicos; mas muito mais, certamente, às oportunidades econômicas tornadas possíveis pela colonização judaica. A ascensão do Ishuv beneficiou a vida árabe de modo indireto, pela desproporcional contribuição judaica à receita do governo e , assim, pelo aumento dos gastos do mandato no setor árabe; e de modo direto, pela abertura de novos mercados para a produção árabe e até a guerra civil de 1936 novas oportunidades de emprego para a mão de obra árabe. Era significativo, por exemplo, que movomento de árabes na própria Palestina fosse em grande parte para regiões de concentração judaica. Assim, o aumento da população árabe durante a década de 1930 foi de 87% em Haifa, 61% em Jafa, 37% em Jerusalem. Crasimento semelhante foi registrado em localidades árabes situadas perto das aldeias agrícolas judaicas. O aumento de 25% da participação árabe na industria podia ser atribuídos exclusivamente às necessidades da grande imigração judaica.
Mas nas décadas de 1920 e 1930 simplesmente não permitiram relações toleráveis e afáveis. Durante o regime militar, os generais A-Lemby, Money e Bols foram abartamente hostis ao sionismo, temendo a influencia potencialmente desintegradora do Lar Nacional Judaico. A Palestina. Portanto até maio de 1920, nenhuma referencia britânica oficial à declaração Balfour circulou na Palestina. Os oficiais britânicos também atuaram na fundação da Associação Mulçumao-Cristão, a primeira organização, pós guerra na Palestina. Mesmo durante o governo civil de Samuel, diversos funcionário importantes permaneceram inflexíveis contrários ao Lar nacional Judaico. Entre estes estavao coronal Ernesto Richmond, o secretário chefe assistente do departamento político”Em questão relativa à participação dos árabes no conselho legislativo então planejado” admitiu Raghib Bey AL Nashashibi, em 1923, “ o alto comissário é guiado pelo conselho de Richmind, que torna impossível qualquer cooperação com os judeus”
Em vária ocasiões, a oposição britânica topedeou promissoras discussões conjuntas entre líderes judeus e árabes. Nos primeiros meses de 1922, por exemplo, uma série de encontros não oficiais entre árabes e sionistas ocorreu no Cairo. deles participaram, do lado árabe, destacados nacionalestas sírios, entre os quais o xeque Rashid Rida, presidente do comitê central do Partido Unido Sírio, Rias al Sulh, que viria a ser primeiro ministro do Líbano, e Emile Ghori, editor palestino do al- Ahram, o principal jornal egípcio. Representando os judeus estavam o Dr. Montague Davis Eder, e da executiva sionista Asher Sapir, um homem com grandes ligações no mundo arabe. Em cada discussão eram trocadas as amenidades usuais, as respostas referencias a um "ressurgimento semitico comum" no Oriente Médio. na coferencia inicial, em 18 de março, os arabes renovaram sua propostas de janeiro de 1919. Uma delas para que os judeus cooperassem com os arabes na expulsão dos franceses na Siria. Outra, para que os sionistas repudiassema declaração Balford e tratassem diretamente com os arabes. de "Nação para Nação". a aceitação da s proposta seria seriamente perturbadora para Londres. O Lar nacional Judaico dependente de acordo com os arabes e não com da proteção britanica. Tomando conhecimento desse oferecido, o ministério das Colônias pediu aos sionistas QUE POSTERGASESEM OUTRAS DISCUSSÕES ATÉ QUE O MANDATO FOSSE RATIFICADO. Os judeus aquieceram. Os encontros arabes-judaicos foram retomados, no entanto em abril de 1922 e logo pareciam dar frutos. Um resumo declerava que cada lado cooperaria ativamente com o outro. Os judeus prometeram fornecer a seus visinhos arabes auxilio economico e politico, enquanto os arabes se comprometiram a cessar toda propaganda anti-sionista e criar uma comissão mista cristã- mulçumana- judaica na Palestina. Mais importante foram os acordos futuros tratos entre judeus e arabes não mais relacionados a Declaração Balfour ou no mandato, enquanto os arabes por sua vez não invocariam a carta de Hussein de 1915 em negociação com os judeus. O presidente sionista e primeiro presidente de Israel aprovou a resolução arabe. OS BRITANICOS NÃO APROVARAM! Mais uma vez o ministerio das colonias mandou interromper as discuções e as negociações "nação para nação" Os futuros encontros entre Weizmann e Sa"ad Zaghlul Paxa, lider nacionalista egípcio e o emir Abdullah da palestina do Leste a Jordania, foram sumariamente canceladas pelos britanicos. Não haveria acordo entre arabes e judeus independente do poder do mandato.

domingo, 8 de maio de 2011

Debatendo a população da "Palestina"

 Os diversos povos invasores violentaram a terra e tornaram terrível a vida dos judeus que conseguiram resistir a tanto sofrimento. Essa terra foi, praticamente, um deserto pelos doze séculos  em que povos invasores dominaram o que tinha sido Israel, mais tarde chamado de Judéia.  Até que o povo judeu começou a cultivá-la no século XIX. O termo Palestina deriva de Felisteus, povo de origem grega desaparecida com a invação babilonica em 586 a.c. Roma dominaria a região da Judeia, deveriam de alguma forma Ocidentalizar à nova província que passa a se chamar Palestina.  
   Durante o domínio muçulmano, árvores, solos cultiváveis, canais e sistemas de irrigação foram todos destruídos. Com muito trabalho e com custo das próprias vidas, os colonos judeus começaram a recuperar a terra árida e os pântanos infestados de malária. Essas áreas sem valor foram adquiridas de latifundiários árabes  que não residiam nelas  e que não tinham interesse em cultivá-las. Entretanto, os preços cobrados pelos donos das propriedades foram bastante inflacionados. Em suas memórias, o rei Abdula da Transjordânia escreve:”os árabes são pródigos em vender suas terras como o são em prantos e choros inúteis”(Palestinian Royal Comission-1937,pg.241-242). 
5ª correção – Bonifazi eDellamanica ignoram os massacres de judeus na terra onde viveram há três mil anos, como foi o caso o extermínio de judeus de Hebron, em 1929. O Haganah surgiu para defender a comunidade judaica é trazer à terra dos judeus os que escaparam com vida do Holocausto! 
     No sábado, 15 de maio de 1948, no calendário hebraico, 9 de Iyar de 5708, primeiro dia do revivido Estado de Israel, o até então exército clandestino de Israel, deixou de sê-lo. O Haganá sentiu que teria a enorme responsabilidade da defesa do  novoEstado, agora como exército oficial de Israel. Não foi nada fácil, pois os exércitos de cinco países árabes marchavam em direção a Israel. Os recursos disponíveis, tanto em homens quanto em material eram escassos. Mesmo assim Israel conseguiu graças ao Haganá  vencer seus inimigos que planejavam destruir o país.

                                                                Prof. Wilson Sandler

Documentos que provam a verdade sobre os refugiados "palestinos".

   Alguns documentos que provam a verdade sobre os refugiados palestinos
    Existem muitos documentos, principalmente, jornais e revistas da época que registram a verdade sobre os refugiados palestinos:
    No dia 22 de abril de 1948 – Aubrey Lippincott, Cônsul-geral dos EUA em Haifa, declarou que “líderes locais dominados pelo mufti * estavam incitando todos os árabes a deixarem a cidade, e um grande número deles já o fez” (Foreigns Relations of the U.S.A., 1948.vol.V,[1976,838].
   A revista “The economist” de 02/10/1948 noticiou: Dos 62 mil árabes que moravam em Haifa, não restaram mais do que 5 ou 6 mil. Vários fatores influíram  na decisão dessas pessoas de procurarem segurança através da emigração. (...) Os mais importantes foram os pronunciamentos da Alta Executiva Árabe, transmitidos pelo rádio, incitando todos os árabes a se retirarem...e afirmando que “aqueles que aceitassem a proteção dos judeus, seriam considerados renegados”.
  No dia 3/5/1948, o New York Times informou: “A evacuação em massa, provocada, em parte, pelo medo, e em parte, pelas ordens dos líderes árabes, transformou o bairro árabe de Haifa numa cidade fantasma”.
  No dia 3 de abril de 1949, a estação de rádio Near East, de Chipre, notificou :”O Alto Comitê Árabe incentivou a fuga dos palestinos...”(Samuel Katz, Battleground – Fact and Fantasy in Palestine.[Bantam Books, 1985, p.15].
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  Em 19/2/1949, o jornal jordaniano Filastin noticiou: “Os países árabes  incentivaram os palestinos a deixarem suas casas, temporariamente, para liberar o caminho para a invasão dos exércitos árabes”.
   Em 08/06/51, o jornal libanês  Al Hoda (publicado em Nova Iorque) anunciou:” O secretário-geral da Liga Árabe, Azzam Pasha, deu um conselho de amigo aos árabes da Palestina, dizendo-lhes que deixassem suas terras, casas e propriedades e, ficassem, temporariamente, em países irmãos vizinhos, senão as armas dos exércitos invasores árabes os matariam em grande quantidade”.
   Menciona Marx também a questão da Resolução 383 da ONU; “O autor repete a propaganda ensinado que a Resolução 383 resguardaria “direitos dos palestinos” quando, na verdade, tais direitos estão resguardados na Resolução 181 da ONU, de 29/11/1947. que foi repudiada pelo mundo islamítico. Não há a menor referência a árabes ou palestinos na Resolução 383.
  Faz, sim, referência à implementação da resolução anterior, 242, de 1967, que ordena sim, a retirada das tropas israelenses de territórios ocupados, simultaneamente com a exigência do reconhecimento da soberania e integridade territorial, e independência política de todos os Estados da área, e seu direito de viver em fronteiras seguras, livres de ameaças e atos de força, ou seja, o reconhecimento de Israel existir, até hoje negado pelo mundo árabe islamítico”.